Hoje está frio
Eu estou feliz
Vou ficar em casa
Com o meu petiz.
Faço anos hoje
Mas estou a pingar do nariz
Por isso fico na cama
A desenhar com o giz
Diogo Salzedas
Um belo dia a perdiz,
Foi beber água ao chafariz,
Do Senhor Doutor Juiz,
Que tinha um grande nariz.
Na Rua do Calhariz,
Vivia uma grande Atriz,
Que se chamava Beatriz,
Esta estava sempre feliz.
O pequeno Roriz,
Escrevia só com giz,
Este morava na Rua do Amofariz,
Tem uma árvore de inorme raiz,
Porque a lenda assim o diz.
Ana Catarina
Na escola tenho boas amigas
Uma se foi embora, a Beatriz
Desde então,
Fiquei muito triste
Esta é a verdade, sou eu quem a diz.
Sou considerada boa aluna
Adoro desenhar com o giz
Não sou vaidosa nem mentirosa
Para não me crescer o nariz
Ana Sofia
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Visita de estudo ao Palácio Nacional de Queluz
No dia 21 de Janeiro de 2011 a minha turma foi a uma visita de estudo ao Palácio de Queluz.
Quando chegámos ao Palácio de Queluz conhecemos um senhor chamado David que nos mostrou todo o Palácio.
A primeira sala que fomos ver foi a Sala das Festas onde observámos três tipos de técnicas: Estilo Rococó, o Marmoreada e a Talha dourada. De seguida vimos a Sala da Música que tinha um piano muito especial.
O David levou- nos até à capela onde os reis oravam todos os dias para que Deus lhes desse sabedoria.
Eu e a minha turma fomos também ver os aposentos de D.ª Maria Alberta Benedita que tinha três quartos, um para se vestir, outro para descansar e um para dormir. O David disse que a rainha D.ª Maria dormia na vertical porque na horizontal pareciam os mortos.
No Palácio de Queluz vimos a Sala de Fumo onde os reis e os convidados do Palácio iam fumar e jogar.
O David, finalmente, mostrou- nos o grande e bonito jardim e assim terminámos a nossa visita.
Ana Sofia, 9 anos
A minha visita de estudo
No dia 21 de Janeiro de 2011 nós visitámos o Palácio Nacional de Queluz e o senhor que nos guiou foi o Sr. David.
Ele primeiro levou-nos às salas de espectáculo e perguntou se sabíamos do que eram feitas as paredes da sala das festas e ele disse-nos que eram de madeira com as técnicas da Talha Dourada e do Marmoreado.
Nós fomos surpreendidos com os empregados (actores) que cantaram e fizeram-se de preocupados com os reis e príncipes.
O senhor também nos levou à capela onde a família real rezava e disse-nos onde cada um se sentava na capela.
Depois fomos ver os aposentos de D.ª Maria e a sala de jantar. Lá disse-nos que eles comiam onde queriam.
Finalmente,levou-nos a ver o jardim. E, depois de lancharmos fomos embora para a escola.
Tiago, 9 anos
4ºB, 9 anos
No dia 21 de Janeiro de 2011 fomos visitar o Palácio de Queluz .
Fomos de autocarro com a turma do 4º C .
Quando entramos fomos recebidos por um senhor chamado David que nos acompanhou durante toda a visita.Vimos as salas do Palácio que tinham estilo Rococó e duas técnicas chamadas marmoreado e talha dourada .
Numas das salas estavam senhores e senhoras disfarçados de criados do Rei a actuar.
Fomos ver os aposentos da Rainha: o quarto das suas roupas, o quarto de vestir e o quarto de repouso .Vimos também a capela onde rezavam, a sala musica , a sala de espectáculos e o Jardim do Palácio.
Eu gostei muito do grande e belo jardim que o Palácio abraçava.
João
No dia 21 de Janeiro realizou-se a Visita de Estudo ao Palácio de Queluz, fomos guiados pelo Sr.David.
Nesse dia foram três turmas de 4º ano visitar o palácio.Foi bastante divertido!
No autocarro cantámos e falámos.
Quando chegámos ao Palácio de Queluz, o nosso guia David disse-nos que aquele palácio estava enfeitado com o estilo rococó,e que as paredes não eram feitas de ouro mas sim de madeira com talha dourada e marmoreado.
Ele contou-nos um pequeno segredo, disse-nos que se nós olhássemos com muita atenção algo de especial poderia acontecer.
Mais tarde visitámos o quarto da D.ª Maria onde se encontrava uma Dama, aia de D.ª Maria, que deitou uma boneca no chão, deixou também duas caixas com roupas interiores de D.ª Maria e uma folha que continha, uma gravura com a moda em França.
Passado algum tempo visitámos uma sala de estar onde se encontrava um empregado que disse ao nosso colega Tiago para pegar num pano e ir limpar tudo o que fosse de ouro e cristal,depois chamou outra nossa colega, a Fernanda, para segurar num cesto e, por fim, chamou a minha amiga Raquel e colocou-lhe uma saia comprida para ela servir à mesa do Rei e convidados.
Logo de seguida,visitámos o jardim. Lá havia um lago, muitas estátuas e também alguns labirintos.
Eu achei muito gira e interessante a visita, porque com ela pude aprender várias coisas.
Beatriz Lemos
A visita de estudo ao Palácio de Queluz
No dia 21 de Janeiro de 2011, eu e a minha turma fomos a uma visita de estudo ao Palácio de Queluz. Quando entrámos no Palácio, fomos recebidos por um senhor chamado David, que nos guiou na visita.
Nós entrámos para uma sala, que se chamava a sala da Música. Lá nós falámos sobre D. Pedro III e D.ª Maria I. Também aprendemos que a decoração do Palácio é do estilo Rococó e que as paredes e esculturas são de madeira com Talha dourada e Marmoreado.
Depois, visitámos muitas salas e em algumas fomos surpreendidos: no quarto de D.ª Maria estava uma aia que tratava a roupa da Rainha, numa sala havia um mordomo que tinha de arrumar a cozinha e noutra havia um senhor a tocar viola e uma senhora a cantar. Na última sala estavam um senhor e duas senhoras a dançar, músicas da época dos Reis.
Também vimos a capela onde a família Real rezava.
Finalmente, fomos ver o jardim que era grande e as plantas era muito bem tratadas lá estava o portão por onde a família Real entrava.
Depois de lanchar voltámos para a escola.
Assim foi a nossa visita de estudo ao Palácio de Queluz.
Cleide
Quando chegámos ao Palácio de Queluz conhecemos um senhor chamado David que nos mostrou todo o Palácio.
A primeira sala que fomos ver foi a Sala das Festas onde observámos três tipos de técnicas: Estilo Rococó, o Marmoreada e a Talha dourada. De seguida vimos a Sala da Música que tinha um piano muito especial.
O David levou- nos até à capela onde os reis oravam todos os dias para que Deus lhes desse sabedoria.
Eu e a minha turma fomos também ver os aposentos de D.ª Maria Alberta Benedita que tinha três quartos, um para se vestir, outro para descansar e um para dormir. O David disse que a rainha D.ª Maria dormia na vertical porque na horizontal pareciam os mortos.
No Palácio de Queluz vimos a Sala de Fumo onde os reis e os convidados do Palácio iam fumar e jogar.
O David, finalmente, mostrou- nos o grande e bonito jardim e assim terminámos a nossa visita.
Ana Sofia, 9 anos
A minha visita de estudo
No dia 21 de Janeiro de 2011 nós visitámos o Palácio Nacional de Queluz e o senhor que nos guiou foi o Sr. David.
Ele primeiro levou-nos às salas de espectáculo e perguntou se sabíamos do que eram feitas as paredes da sala das festas e ele disse-nos que eram de madeira com as técnicas da Talha Dourada e do Marmoreado.
Nós fomos surpreendidos com os empregados (actores) que cantaram e fizeram-se de preocupados com os reis e príncipes.
O senhor também nos levou à capela onde a família real rezava e disse-nos onde cada um se sentava na capela.
Depois fomos ver os aposentos de D.ª Maria e a sala de jantar. Lá disse-nos que eles comiam onde queriam.
Finalmente,levou-nos a ver o jardim. E, depois de lancharmos fomos embora para a escola.
Tiago, 9 anos
4ºB, 9 anos
No dia 21 de Janeiro de 2011 fomos visitar o Palácio de Queluz .
Fomos de autocarro com a turma do 4º C .
Quando entramos fomos recebidos por um senhor chamado David que nos acompanhou durante toda a visita.Vimos as salas do Palácio que tinham estilo Rococó e duas técnicas chamadas marmoreado e talha dourada .
Numas das salas estavam senhores e senhoras disfarçados de criados do Rei a actuar.
Fomos ver os aposentos da Rainha: o quarto das suas roupas, o quarto de vestir e o quarto de repouso .Vimos também a capela onde rezavam, a sala musica , a sala de espectáculos e o Jardim do Palácio.
Eu gostei muito do grande e belo jardim que o Palácio abraçava.
João
No dia 21 de Janeiro realizou-se a Visita de Estudo ao Palácio de Queluz, fomos guiados pelo Sr.David.
Nesse dia foram três turmas de 4º ano visitar o palácio.Foi bastante divertido!
No autocarro cantámos e falámos.
Quando chegámos ao Palácio de Queluz, o nosso guia David disse-nos que aquele palácio estava enfeitado com o estilo rococó,e que as paredes não eram feitas de ouro mas sim de madeira com talha dourada e marmoreado.
Ele contou-nos um pequeno segredo, disse-nos que se nós olhássemos com muita atenção algo de especial poderia acontecer.
Mais tarde visitámos o quarto da D.ª Maria onde se encontrava uma Dama, aia de D.ª Maria, que deitou uma boneca no chão, deixou também duas caixas com roupas interiores de D.ª Maria e uma folha que continha, uma gravura com a moda em França.
Passado algum tempo visitámos uma sala de estar onde se encontrava um empregado que disse ao nosso colega Tiago para pegar num pano e ir limpar tudo o que fosse de ouro e cristal,depois chamou outra nossa colega, a Fernanda, para segurar num cesto e, por fim, chamou a minha amiga Raquel e colocou-lhe uma saia comprida para ela servir à mesa do Rei e convidados.
Logo de seguida,visitámos o jardim. Lá havia um lago, muitas estátuas e também alguns labirintos.
Eu achei muito gira e interessante a visita, porque com ela pude aprender várias coisas.
Beatriz Lemos
A visita de estudo ao Palácio de Queluz
No dia 21 de Janeiro de 2011, eu e a minha turma fomos a uma visita de estudo ao Palácio de Queluz. Quando entrámos no Palácio, fomos recebidos por um senhor chamado David, que nos guiou na visita.
Nós entrámos para uma sala, que se chamava a sala da Música. Lá nós falámos sobre D. Pedro III e D.ª Maria I. Também aprendemos que a decoração do Palácio é do estilo Rococó e que as paredes e esculturas são de madeira com Talha dourada e Marmoreado.
Depois, visitámos muitas salas e em algumas fomos surpreendidos: no quarto de D.ª Maria estava uma aia que tratava a roupa da Rainha, numa sala havia um mordomo que tinha de arrumar a cozinha e noutra havia um senhor a tocar viola e uma senhora a cantar. Na última sala estavam um senhor e duas senhoras a dançar, músicas da época dos Reis.
Também vimos a capela onde a família Real rezava.
Finalmente, fomos ver o jardim que era grande e as plantas era muito bem tratadas lá estava o portão por onde a família Real entrava.
Depois de lanchar voltámos para a escola.
Assim foi a nossa visita de estudo ao Palácio de Queluz.
Cleide
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dia de Reis
No Rasto de uma Estrela

Os três Reis Magos
Estes são os três Reis Magos
cansados,
nos camelos montados.
Belchior
encantador e
cheio de amor,
levava ouro
um valioso tesouro.
Gaspar
a caminhar,
com um brilho no olhar,
levava incenso
de aroma intenso.
Baltazar
a contemplar
o luar,
mirra levava
e pela rua cantarolava.
Seguiam uma estrela brilhante
e muito cintilante
que nos céus de Belém
guiava os reis na viagem.
ate ao menino Jesus,
o Rei Salvador,
que nasceu para nos salvar
e nos dar muito Amor.
Quando a Jerusalém chegaram
o rei Herodes visitaram.
Com bondade, ele lhes falou...
Mas um anjo os veio avisar
que o Menino Jesus
ele queria matar.
Finalmente a Belém chegaram e
dormindo na palha estava
o lindo bebé,
de um lado estava Maria
e do outro estava José.
Texto colectivo dos Tagarelinhas
Reis Magos de Luz
Esta é a história de quatro reis magos, que por terras de Olissipo andavam perdidos em busca do caminho para chegarem ao Menino.
Havia semanas que cada um, rei do seu ponto cardeal, mas com a mesma ideia, a de louvar o Salvador, Rei dos Reis, caminhara até ao centro da rosa-dos-ventos e de lá todos juntos haviam partido atrás da estrela Guia, que não era uma estrela qualquer, mas aquela que os levaria até onde estaria o Menino, o muito anunciado e esperado Rei dos Reis.
Mas ao chegarem a estas terras longínquas de Olissipo, só viam pessoas de ombros descaídos, corações gelados, a correr atrás de nada, vivendo na sombra de nuvens densas de problemas.
Paul, John, George e Ringo, assim eram os seus nomes, já começavam a duvidar se estavam no caminho certo e ainda por cima, tanta tristeza junta num povo só, só atraía mais nuvens de lágrimas e ventos de raiva que não deixavam avistar estrelas no céu.
Ao se abeirarem das portas da cidade, pensaram se valia a pena entrar em tal terra, pois tão alta que já ia a noite.
Reuniram em conferencia, pesando os argumentos para entrarem já ou esperarem pelo amanhecer, até queJohn, o mais sonhador e optimista, não fosse ele Rei do Norte, lá convenceu os outros três de que, se já tinham passado o rio, mais valia entrar e ver se achavam abrigo para passar a noite, nem que fosse numa arcada da praça
daquele império adiado.
Antes de entrarem e face ao receio dos outros três, John, propôs ainda que em conjunto fizessem uma prece, não daquelas que fazem chover água em dias de sede, mas sim luz para iluminar o céu escuro e já agora senão fosse pedir muito ao lá de cima, que desse também para aquecer os corações e iluminar o pensamento daquela triste gente que por ali vivia.
Tanta força fizeram ou tão grande foi a vontade de aceder à prece destes pobres reis perdidos na penumbra da tristeza, ou talvez porque a luz já estava em saldos lá por cima, que, o que começou por ser um gotejar tímido de pingas de luz, virou uma chuvada torrencial daquelas de Verão.
Foi tanta a luz que choveu, que até as árvores deram frutos de luz, algo nunca antes visto por aquelas bandas no pino de um Inverno, daqueles em que até os corações ficam gelados.
Surpreendidos por tamanha chuvada de luz, os quatro reis observavam agora o deslumbramento dos que pela rua andavam apressados, e que agora paravam pasmados ao ver as ruas iluminadas como se fossem ruas cheias de prendas que não eram mais do que sentimentos de amor e esperança descongelados pelo calor da luz.
Os quatro reis, esses, com o céu já iluminado lá procuraram um cantinho para dormir e descansar, para no dia seguinte poderem continuar a longe viagem até ao local onde nasceu o Menino.
Durante muito tempo se ouvirá falar destes quatro reis magos vindos cada um de seu ponto cardeal, que em dias frios de rigoroso Inverno, como são sempre aqueles em que até os corações ficam gelados, trouxeram luz, calor, alegria e esperança ao povo destas terras de um império adiado.
História encontrada e partilhada pelo Rafael

Três reis, vindo cada qual do seu extremo do mundo, encontraram-se num cruzamento de três caminhos. Uma grande estrela, nova no céu, tinha-os atraído para o mesmo destino.
Juntaram as respectivas caravanas de camelos e cavalos e prosseguiram a viagem juntos. Sempre no rasto da estrela, foram dar a uma cidade e a um palácio, onde vivia um rei, chamado Herodes.
- Vimos uma estrela que anuncia o nascimento do rei dos Judeus - disseram os três reis.
Herodes, ao ouvir tal notícia, assustou-se. Rei dos Judeus era ele e temia que lhe roubassem o trono. Mas fingiu-se interessado e pediu aos três reis viajantes que fossem e procurassem saber mais acerca desse acontecimento espantoso, porque também ele queria adorar o Menino, fadado pelo Céu. Era mentira. Percebia-se pelos olhos furibundos de Herodes que era tudo mentira.
Os três reis sábios deixaram a cidade e continuaram por caminhos humildes atrás da estrela anunciadora, até que foram encontrar, em Belém da Judeia, o Menino. Sobre o telhado da casa onde vivia o Menino a estrela parou.
Os três reis, que se chamavam Gaspar, Melchior e Baltasar, ajoelharam-se em adoração e abriram os cofres das oferendas. Ouro, incenso e mirra era o que tinham para dar.
Já não voltaram por Jerusalém, porque tinham sido avisados em sonhos para regressarem às suas terras por outros caminhos.
Herodes esperou-os, em vão. Furioso e cheio de medo que, mais tarde, pudesse ser destronado, mandou matar todos os meninos de Belém da Judeia. O seu futuro rival - julgava ele - também estaria entre esses inocentes.
E Herodes ria da sua malvadez.
Mas o Menino, que a estrela iluminara, salvou-se. E Herodes perdeu.
Juntaram as respectivas caravanas de camelos e cavalos e prosseguiram a viagem juntos. Sempre no rasto da estrela, foram dar a uma cidade e a um palácio, onde vivia um rei, chamado Herodes.
- Vimos uma estrela que anuncia o nascimento do rei dos Judeus - disseram os três reis.
Herodes, ao ouvir tal notícia, assustou-se. Rei dos Judeus era ele e temia que lhe roubassem o trono. Mas fingiu-se interessado e pediu aos três reis viajantes que fossem e procurassem saber mais acerca desse acontecimento espantoso, porque também ele queria adorar o Menino, fadado pelo Céu. Era mentira. Percebia-se pelos olhos furibundos de Herodes que era tudo mentira.
Os três reis sábios deixaram a cidade e continuaram por caminhos humildes atrás da estrela anunciadora, até que foram encontrar, em Belém da Judeia, o Menino. Sobre o telhado da casa onde vivia o Menino a estrela parou.
Os três reis, que se chamavam Gaspar, Melchior e Baltasar, ajoelharam-se em adoração e abriram os cofres das oferendas. Ouro, incenso e mirra era o que tinham para dar.
Já não voltaram por Jerusalém, porque tinham sido avisados em sonhos para regressarem às suas terras por outros caminhos.
Herodes esperou-os, em vão. Furioso e cheio de medo que, mais tarde, pudesse ser destronado, mandou matar todos os meninos de Belém da Judeia. O seu futuro rival - julgava ele - também estaria entre esses inocentes.
E Herodes ria da sua malvadez.
Mas o Menino, que a estrela iluminara, salvou-se. E Herodes perdeu.
Os três Reis Magos
Estes são os três Reis Magos
cansados,
nos camelos montados.
Belchior
encantador e
cheio de amor,
levava ouro
um valioso tesouro.
Gaspar
a caminhar,
com um brilho no olhar,
levava incenso
de aroma intenso.
Baltazar
a contemplar
o luar,
mirra levava
e pela rua cantarolava.
Seguiam uma estrela brilhante
e muito cintilante
que nos céus de Belém
guiava os reis na viagem.
ate ao menino Jesus,
o Rei Salvador,
que nasceu para nos salvar
e nos dar muito Amor.
Quando a Jerusalém chegaram
o rei Herodes visitaram.
Com bondade, ele lhes falou...
Mas um anjo os veio avisar
que o Menino Jesus
ele queria matar.
Finalmente a Belém chegaram e
dormindo na palha estava
o lindo bebé,
de um lado estava Maria
e do outro estava José.
Texto colectivo dos Tagarelinhas
Reis Magos de Luz
Esta é a história de quatro reis magos, que por terras de Olissipo andavam perdidos em busca do caminho para chegarem ao Menino.
Havia semanas que cada um, rei do seu ponto cardeal, mas com a mesma ideia, a de louvar o Salvador, Rei dos Reis, caminhara até ao centro da rosa-dos-ventos e de lá todos juntos haviam partido atrás da estrela Guia, que não era uma estrela qualquer, mas aquela que os levaria até onde estaria o Menino, o muito anunciado e esperado Rei dos Reis.
Mas ao chegarem a estas terras longínquas de Olissipo, só viam pessoas de ombros descaídos, corações gelados, a correr atrás de nada, vivendo na sombra de nuvens densas de problemas.
Paul, John, George e Ringo, assim eram os seus nomes, já começavam a duvidar se estavam no caminho certo e ainda por cima, tanta tristeza junta num povo só, só atraía mais nuvens de lágrimas e ventos de raiva que não deixavam avistar estrelas no céu.
Ao se abeirarem das portas da cidade, pensaram se valia a pena entrar em tal terra, pois tão alta que já ia a noite.
Reuniram em conferencia, pesando os argumentos para entrarem já ou esperarem pelo amanhecer, até queJohn, o mais sonhador e optimista, não fosse ele Rei do Norte, lá convenceu os outros três de que, se já tinham passado o rio, mais valia entrar e ver se achavam abrigo para passar a noite, nem que fosse numa arcada da praça
daquele império adiado.
Antes de entrarem e face ao receio dos outros três, John, propôs ainda que em conjunto fizessem uma prece, não daquelas que fazem chover água em dias de sede, mas sim luz para iluminar o céu escuro e já agora senão fosse pedir muito ao lá de cima, que desse também para aquecer os corações e iluminar o pensamento daquela triste gente que por ali vivia.
Tanta força fizeram ou tão grande foi a vontade de aceder à prece destes pobres reis perdidos na penumbra da tristeza, ou talvez porque a luz já estava em saldos lá por cima, que, o que começou por ser um gotejar tímido de pingas de luz, virou uma chuvada torrencial daquelas de Verão.
Foi tanta a luz que choveu, que até as árvores deram frutos de luz, algo nunca antes visto por aquelas bandas no pino de um Inverno, daqueles em que até os corações ficam gelados.
Surpreendidos por tamanha chuvada de luz, os quatro reis observavam agora o deslumbramento dos que pela rua andavam apressados, e que agora paravam pasmados ao ver as ruas iluminadas como se fossem ruas cheias de prendas que não eram mais do que sentimentos de amor e esperança descongelados pelo calor da luz.
Os quatro reis, esses, com o céu já iluminado lá procuraram um cantinho para dormir e descansar, para no dia seguinte poderem continuar a longe viagem até ao local onde nasceu o Menino.
Durante muito tempo se ouvirá falar destes quatro reis magos vindos cada um de seu ponto cardeal, que em dias frios de rigoroso Inverno, como são sempre aqueles em que até os corações ficam gelados, trouxeram luz, calor, alegria e esperança ao povo destas terras de um império adiado.
História encontrada e partilhada pelo Rafael
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A Raínha das Neves
Com base no livro de Christian Andersen, "A Rainha da Neves", do Plano Nacional de Leitura, fizemos o reconto da história que aqui partilhamos convosco.
Esperamos que gostem...
Um Inverno quentinho para todos. :-)

Esperamos que gostem...
Um Inverno quentinho para todos. :-)

Um dia, o Diabo fabricou um espelho mágico que transformava tudo o que era bom em mau.
Os demónios, que eram os aprendizes do Diabo, utilizavam o espelho para troçarem das pessoas. Um dia decidiram subir ao Céu para troçar dos anjos e de Deus mas, com tanta risada, os demónios deixaram o espelho cair e este desfez- se em milhões de pedacinhos que se espalharam por todo o mundo.
Numa grande cidade, viviam duas crianças muito pobres e muito amigas, que se chamavam Kay e Gerda. Mas, de repente, o Kay deixou de ser amigo e carinhoso com a sua amiga e começou a ser um menino agressivo e rebelde.
Certo dia, quando estava na praça a brincar com os outros rapazes o Kay, atou o seu trenó a outro muito grande que passava e foi levado pela Rainha das Neves, que conduzia esse trenó.
A Gerda ficou muito triste e, preocupada com o seu amigo, decidiu procurá- lo no rio acabando por se perder dentro de um barco, quando tentava oferecer os seus sapatos novos ao rio, em troca do Kay.
Entretanto, apareceu uma senhora feiticeira que a tirou do rio, levou-a para sua casa e penteou-a com um pente de ouro mágico para que ela perdesse a memória e ficasse a viver com ela para sempre. Depois, com o seu cajado mágico, fez desaparecer todas as rosas do seu jardim para que estas não avivassem a memória da Gerda e se lembrasse do seu amigo.
Numa manhã, ao olhar para o chapéu da feiticeira, a menina reparou numa rosa e lembrou-se do seu jardim e do seu amigo Kay. Então ela foi procurar mais rosas em redor da casa, mas não encontrou nada e começou a chorar. Uma lágrima caíu sobre a terra onde estavam escondidas as rosas e estas renasceram. As rosas disseram- lhe que o Kay estava vivo porque não o viram no mundo dos mortos.
A Gerda de imediato fugiu e continuou a procurar o Kay. Pelo caminho encontrou uma gralha e perguntou-lhe se ela tinha visto o seu amigo. A gralha respondeu-lhe que o Kay estava noivo de uma princesa e que vivia, no palácio, com ela. De seguida, levou--a até ao palácio, onde se encontravam a princesa e o príncipe a dormir.
Ao observar o príncipe, a Gerda reparou que este não era o Kay e desatou a chorar e acordou os dois. A menina contou toda a sua triste história à princesa e ao príncipe, que ficaram comovidos e deixaram-na repousar numa das suas camas. Quando ela acordou, ofereceram-lhe roupas, um coche dourado, cavalos e criados e desejaram- lhe boa sorte.
Quando a menina atravessava uma densa e escura floresta, no seu coche dourado, foi surpreendido por uma quadrilha que matou o cocheiro, os criados e os cavalos. A chefe da quadrilha queria devorá-la, mas a sua filha pediu-lhe que não a matasse, pois queria que a Gerda brincasse com ela e fosse sua amiga. A pequena bandida insistiu tanto que a sua mãe acedeu ao seu pedido.
Os animais de estimação da pequena bandida, disseram à Gerda que o Kay estava no Palácio da Rainha das Neves, no Polo Norte.
No dia seguinte, a Gerda contou a sua história à pequena bandida e esta resolveu ajudá-la. Assim, ofereceu- lhe, em troca do seu regado de pele, presunto, pão umas luvas grossas e umas botas. De seguida, conversou com a sua rena e deu-lhe indicações para que esta levasse a menina até ao palácio da Rainha das Neves.
As duas iniciaram a sua longa viagem e pelo caminho pararam numa velha casa na Lapónia, onde vivia uma velha lapónia. Esta senhora depois de ouvir a história da Gerda, escreveu umas palavras numa pele seca de bacalhau e disse-lhes para se dirigirem a casa da senhora filandesa e lhe entregassem o seu bilhete.
Quando chegaram a casa da filandesa deram-lhe a pele de bacalhau que ela leu três vezes até decorar. Depois segredou à rena que, realmente, o Kay estava no palácio com a Rainha das Neves.
A rena suplicou- lhe que desse à menina o valor e a força de uma dúzia de homens para ela vencer a Rainha das Neves. A senhora disse-lhe que não lhe podia dar mais força do que aquela que ela já tinha, pois a Gerda possuía um poder que lhe vinha do seu coração puro e este bastava- lhe.
Disse-lhe também que o Kay estava enfeitiçado porque tinha um estilhaço de vidro no coração e uma poeira de vidro no olho. Depois recomendou-lhe que deixasse a Gerda junto do arbusto que tinha bagas vermelhas, devendo regressar rapidamente para a casa da filandesa.
A rena e a Gerda partiram e a rena fez tudo o que a filandeza lhe disse. A Gerda ficou muito sozinha, cheia de frio e de medo. Na sua frente surgiram grandes flocos de neve que eram o exército da Rainha das Neves. A menina começou então a rezar... De repente, apareceram do seu hálito anjos do céu que destruíram os terríveis flocos de neve e afagaram as mãos e os pés da Gerda, ganhando coragem para prosseguir até ao palácio.
Quando chegou ao palácio a Gerda viu o Kay que estava sentado só, imovél e frio. Gerda correu e abraçou-o, chorando de alegria. As lágrimas da pequena Gerda caíram sobre o peito do Kay e chegaram ao seu coração, fundiram e destruíram o pedacinho de vidro. A menina começou a cantar e o Kay começou a chorar fazendo sair o grãozinho de vidro que tinha no olho. O menino, finalmente, reconheceu a sua amiga Gerda, manifestando muita felicidade.
Os dois saíram do palácio e encontraram a rena que os esperava junto ao arbusto das bagas vermelhas. A rena levou-os até à casa da filandesa onde se aqueceram, depois até à casa da velha lapónia, que lhes ofereceu roupas e por fim até à cidade onde viviam. Pelo caminho encontraram a pequena bandida que lhes desejou felicidades e prometeu-lhes uma visita.
A Gerda e o Kay quando chegaram a casa olharam-se nos olhos e repararam que já eram adultos, mas possuíam ainda um coração de criança.
O Inverno acabara, a Rainha das Neves eles esqueceram e a Primavera fazia crescer as belas flores que perfumavam os campos e a cidade da Gerda e do Kay.
Os demónios, que eram os aprendizes do Diabo, utilizavam o espelho para troçarem das pessoas. Um dia decidiram subir ao Céu para troçar dos anjos e de Deus mas, com tanta risada, os demónios deixaram o espelho cair e este desfez- se em milhões de pedacinhos que se espalharam por todo o mundo.
Numa grande cidade, viviam duas crianças muito pobres e muito amigas, que se chamavam Kay e Gerda. Mas, de repente, o Kay deixou de ser amigo e carinhoso com a sua amiga e começou a ser um menino agressivo e rebelde.
Certo dia, quando estava na praça a brincar com os outros rapazes o Kay, atou o seu trenó a outro muito grande que passava e foi levado pela Rainha das Neves, que conduzia esse trenó.
A Gerda ficou muito triste e, preocupada com o seu amigo, decidiu procurá- lo no rio acabando por se perder dentro de um barco, quando tentava oferecer os seus sapatos novos ao rio, em troca do Kay.
Entretanto, apareceu uma senhora feiticeira que a tirou do rio, levou-a para sua casa e penteou-a com um pente de ouro mágico para que ela perdesse a memória e ficasse a viver com ela para sempre. Depois, com o seu cajado mágico, fez desaparecer todas as rosas do seu jardim para que estas não avivassem a memória da Gerda e se lembrasse do seu amigo.
Numa manhã, ao olhar para o chapéu da feiticeira, a menina reparou numa rosa e lembrou-se do seu jardim e do seu amigo Kay. Então ela foi procurar mais rosas em redor da casa, mas não encontrou nada e começou a chorar. Uma lágrima caíu sobre a terra onde estavam escondidas as rosas e estas renasceram. As rosas disseram- lhe que o Kay estava vivo porque não o viram no mundo dos mortos.
A Gerda de imediato fugiu e continuou a procurar o Kay. Pelo caminho encontrou uma gralha e perguntou-lhe se ela tinha visto o seu amigo. A gralha respondeu-lhe que o Kay estava noivo de uma princesa e que vivia, no palácio, com ela. De seguida, levou--a até ao palácio, onde se encontravam a princesa e o príncipe a dormir.
Ao observar o príncipe, a Gerda reparou que este não era o Kay e desatou a chorar e acordou os dois. A menina contou toda a sua triste história à princesa e ao príncipe, que ficaram comovidos e deixaram-na repousar numa das suas camas. Quando ela acordou, ofereceram-lhe roupas, um coche dourado, cavalos e criados e desejaram- lhe boa sorte.
Quando a menina atravessava uma densa e escura floresta, no seu coche dourado, foi surpreendido por uma quadrilha que matou o cocheiro, os criados e os cavalos. A chefe da quadrilha queria devorá-la, mas a sua filha pediu-lhe que não a matasse, pois queria que a Gerda brincasse com ela e fosse sua amiga. A pequena bandida insistiu tanto que a sua mãe acedeu ao seu pedido.
Os animais de estimação da pequena bandida, disseram à Gerda que o Kay estava no Palácio da Rainha das Neves, no Polo Norte.
No dia seguinte, a Gerda contou a sua história à pequena bandida e esta resolveu ajudá-la. Assim, ofereceu- lhe, em troca do seu regado de pele, presunto, pão umas luvas grossas e umas botas. De seguida, conversou com a sua rena e deu-lhe indicações para que esta levasse a menina até ao palácio da Rainha das Neves.
As duas iniciaram a sua longa viagem e pelo caminho pararam numa velha casa na Lapónia, onde vivia uma velha lapónia. Esta senhora depois de ouvir a história da Gerda, escreveu umas palavras numa pele seca de bacalhau e disse-lhes para se dirigirem a casa da senhora filandesa e lhe entregassem o seu bilhete.
Quando chegaram a casa da filandesa deram-lhe a pele de bacalhau que ela leu três vezes até decorar. Depois segredou à rena que, realmente, o Kay estava no palácio com a Rainha das Neves.
A rena suplicou- lhe que desse à menina o valor e a força de uma dúzia de homens para ela vencer a Rainha das Neves. A senhora disse-lhe que não lhe podia dar mais força do que aquela que ela já tinha, pois a Gerda possuía um poder que lhe vinha do seu coração puro e este bastava- lhe.
Disse-lhe também que o Kay estava enfeitiçado porque tinha um estilhaço de vidro no coração e uma poeira de vidro no olho. Depois recomendou-lhe que deixasse a Gerda junto do arbusto que tinha bagas vermelhas, devendo regressar rapidamente para a casa da filandesa.
A rena e a Gerda partiram e a rena fez tudo o que a filandeza lhe disse. A Gerda ficou muito sozinha, cheia de frio e de medo. Na sua frente surgiram grandes flocos de neve que eram o exército da Rainha das Neves. A menina começou então a rezar... De repente, apareceram do seu hálito anjos do céu que destruíram os terríveis flocos de neve e afagaram as mãos e os pés da Gerda, ganhando coragem para prosseguir até ao palácio.
Quando chegou ao palácio a Gerda viu o Kay que estava sentado só, imovél e frio. Gerda correu e abraçou-o, chorando de alegria. As lágrimas da pequena Gerda caíram sobre o peito do Kay e chegaram ao seu coração, fundiram e destruíram o pedacinho de vidro. A menina começou a cantar e o Kay começou a chorar fazendo sair o grãozinho de vidro que tinha no olho. O menino, finalmente, reconheceu a sua amiga Gerda, manifestando muita felicidade.
Os dois saíram do palácio e encontraram a rena que os esperava junto ao arbusto das bagas vermelhas. A rena levou-os até à casa da filandesa onde se aqueceram, depois até à casa da velha lapónia, que lhes ofereceu roupas e por fim até à cidade onde viviam. Pelo caminho encontraram a pequena bandida que lhes desejou felicidades e prometeu-lhes uma visita.
A Gerda e o Kay quando chegaram a casa olharam-se nos olhos e repararam que já eram adultos, mas possuíam ainda um coração de criança.
O Inverno acabara, a Rainha das Neves eles esqueceram e a Primavera fazia crescer as belas flores que perfumavam os campos e a cidade da Gerda e do Kay.
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